Se tudo é possível mudar, tudo podemos fazer para que isso aconteça




Se tudo é possível mudar, tudo podemos fazer
para que isso aconteça
Por Bruna Correia
       (Palhaça Cuidadora Priguicinha)

“Quando você cuida de alguém que realmente está precisando, você vira um herói. Porque arquétipo de herói é a pessoa que, se precisar, enfrenta a escuridão e segue com amor e coragem porque acredita que algo pode ser mudado para melhor.” (Patch Adams)

De todos os dias de atuação e desenvolvimento de atividades vinculadas ao projeto, se extrai algum ensinamento, cada qual com sua particularidade e sua tamanha significância para cada extensionista que o vivencia.

Nesse sábado de atuação não foi diferente. Depois de passarmos em média 2 horas na Clínica médica, seguimos para a pediatria. O cansaço existe, mas a vontade de melhorar o dia daquelas pessoas supera tudo que possa nos enfraquecer.

No segundo quarto que entramos, encontravam-se três crianças, dentre elas uma recém-nascida prematuramente que estava mantida por auxílio de aparelhos. Em volta dela, familiares e uma técnica de Enfermagem, que em suas feições não demonstravam nada além de cansaço e medo.

É da habilidade do palhaço cuidador se adaptar a cada ambiente e a cada necessidade e singularidade dos pacientes e acompanhantes, portanto, o envolvimento é inevitável. Em poucos segundos já estávamos tomados pela emoção que circundava aquele lugar, mas era preciso ter força para recarregar as energias daqueles que precisavam, então , quase que ao mesmo tempo, respiramos e nos concentramos na esperança que poderíamos tentar devolve-los.

 Não precisávamos dizer nada, e nem se quiséssemos, não conseguiríamos. Assim, a palhaça “Jojoca” começou a tocar uma música em seu violão, embalando os nossos abraços, que serviram de depósitos para lágrimas e choros engasgados. Era preciso se esvaziarem para se encherem novamente. E assim o fizeram.

Os encorajamos, e por mais difícil que parecia ser, conseguimos devolver sorrisos que foram esquecidos e tomados pelos problemas que ali eram enfrentados.


A partir desse dia, percebi a grandeza do nosso poder enquanto sujeitos transformadores, e prometi para mim, que nada ia me fazer desistir de cuidar do outro. Se tudo é possível mudar, tudo podemos fazer para que isso aconteça.


“Priguicinha, formada em Ciências da Preguiça pela Universitê Française da Preguiça Ambulante, especialista em Leseirologia aplicada à saúde. Apesar do nome, e da formação, quando é pra cuidar, e fazer o outro feliz, não lhe falta disposição. (Bruna, acadêmica de Enfermagem, apaixonada pela extensão popular e humanização em saúde.)