TRABALHOS



SAÚDE

A INSERÇÃO DO PALHAÇO CUIDADOR NA ÁREA HOSPITALAR: DESAFIOS E BARREIRAS
José Erivonaldo Ferreira Paiva Júnior¹; Camila Beatriz da Silva Machado², Aldenildo Araújo de Moraes Fernandes Costeira³;

Introdução: O palhaço cuidador é um ser que utiliza dos artifícios da arte da palhaçaria para facilitar os processos integrativos da humanização em saúde, baseando-se nos princípios do amor, cuidado, carinho, respeito e integralidade do ser humano, o que o torna um protagonista quando se refere há ampliar os laços de leveza e bem estar aos que estão passando pelo processo saúde-doença, transcendendo a visão biológica e tecnicista apenas da doença. Sabendo disso, nos surge a seguinte pergunta: Quais os desafios e barreiras que o palhaço encontra em seus cenários de prática e como ele consegue contornar esses empecilhos? Desenvolvimento: O que muito se observa nos serviços hospitalares é a utilização das tecnologias para assistir os usuários de saúde, porém durante suas práticas se é esquecido o cuidado humanizado que muitas vezes consegue uma cura espiritual, emotiva e pessoal atingindo a subjetividade da pessoa fragilizada. O palhaço cuidador surge como um coadjuvante na luta contra essas práticas “não humanizadas”, pois irá propiciar olhares horizontais e diálogo entre ele, profissionais e usuários. Porém, por muitas vezes nos deparamos com a não aceitação de alguns profissionais de saúde, impossibilitando o cuidado que vai além de palhaço e usuário, afinal podemos observar com nossa prática que grande parte dos trabalhadores reclama da longa e exausta rotina e o palhaço consegue deixar o ambiente hospitalar mais aconchegante, leve e feliz, mas para isso deve-se existir a integração de todas as pessoas que estão dentro do hospital. Além disso, sempre buscamos promover a reflexão crítica sobre a realidade da saúde e as relações entre usuários e cuidadores o que nem sempre é possível e que infelizmente não conseguimos sempre; Conclusão: Sendo assim, há uma grande limitação nas práticas integrativas e o palhaço cuidador busca através dos meios artísticos e interativos de comunicação superar esses desafios e barreiras e em cada intervenção, podemos eternizar o amor em cada lágrima ou sorriso, em cada abraço recebido e dado; de um modo que, cada história de vida é única e importante para despertá-lo de uma nova visão de mundo, através da busca insaciável por aquilo que o ser humano tem de melhor para oferecer e todos nós sempre temos algo bonito.

Palavras-chave: Palhaço, Cuidado, Desafios, Humanização, Amor.



A arte em encontro com o cuidado no ambiente hospitalar: uma visão baseada no amor.

Camila Beatriz da Silva Machado ; João Aragão Filho ; José Erivonaldo Ferreira Paiva Júnior ; Aldenildo Araujo de Moraes Fernandes Costeira 

O “palhaço cuidador” é o papel social que utiliza artifícios da arte da palhaçaria, para facilitar processos integrativos da humanização em saúde, baseando-se em princípios como o amor, a atenção, o carinho, o respeito e a integralidade do ser humano; o que o torna protagonista e responsável em disseminar o cuidado humanizado em suas ações, transcendendo à visão biológica e tecnicista da doença e processo de cura. A partir da nossa vivência como palhaços cuidadores conseguimos experimentar as diversas formas de lidar com a rotina hospitalar, enxergando assim, a existência de outra fórmula para proporcionar saúde e bem-estar: o riso; fazendo-nos fugir à “regra” e incrementar não só uma nova maneira de lidar com o processo de saúde-doença, como também acessar a subjetividade da pessoa fragilizada. Porque o propósito é que a visita do palhaço possa deixar uma semente, e que esse seja o primeiro passo para que os sentimentos bons permeiem por toda a instituição hospitalar e, assim, transformem-no em um local mais aconchegante e leve durante o cotidiano. E, para alcançarmos estes objetivos, usamos de apoio os mais diversos meios artísticos e interativos de comunicação: a expressão corporal, a escuta e o improviso, todos tentando sempre valorizar qual forma lúdica e criativa estaria mais a gosto deles. Deste modo, usamos o diálogo horizontal compartilhado e o riso, buscando oferecer o melhor tratamento integral para aqueles que necessitavam do cuidado e tratamento de saúde. A experiência com o palhaço cuidador traz reflexões, aprendizados e grandes responsabilidades, que ultrapassam as paredes do hospital, alcançando proporções significativas nas nossas vidas pessoais e acadêmicas, pois, a intervenção contínua de uma vez na semana permite-nos sentir a prática do amor se tornar algo palpável e que vislumbre a humanização como uma prática natural e sustentável da saúde. Percebemos que a transformação abrange todo o ambiente quando há a nossa presença através do papel do palhaço cuidador, as relações humanas estreitam-se, o riso torna-se libertador, e o amor, um sentimento natural. Por fim, em cada intervenção, podemos eternizar o amor em cada lágrima ou sorriso, em cada abraço recebido e dado; de um modo que, cada história de vida é única e importante para o despertar de uma nova visão de mundo, através da busca insaciável por aquilo que o ser humano tem de melhor para oferecer (e todos nós sempre temos algo bonito), entretanto, por um momento de dor, sofrimento e/ou angústia, é camuflado e adormecido.
Palavras-chave: Palhaço cuidador, amor, riso.

 Acadêmica de Fisioterapia – UFPB, Autora, camilamachado60@gmail.com;
 Acadêmico de Fisioterapia – UFPB, Coautor, aragao.joaofilho@gmail.com;
 Acadêmico de Fisioterapia – UFPB, Coautor, jniorpaiva@gmail.com;

 Professor do Departamento de Promoção da Saúde CCM/UFPB – Médico e mestrando em educação PPGE/UFPB, Autor-Orientador, aldenildo@hotmail.com.



Saúde: O IMPACTO DO PALHAÇO CUIDADOR NOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE  : Um olhar para o nosso futuro
Bruna Valério Correia¹, Hedna Maiara Bernardo Pereira², Aldenildo A.M.F Costeira ³


INTRODUÇÃO: Segundo FLEURI (2006), as práticas de extensão universitária orientada pela educação popular em saúde, em vez de servir meramente para atenuar e acobertar desigualdades sociais e assegurar a estabilidade do sistema econômico-político vigente, apresenta potencialidades de mudanças significativas na formação dos profissionais da saúde. Nesta realidade, o PalhaSUS realiza uma contribuição positiva no tratamento e cuidado das pessoas assistidas, na formação dos estudantes e trabalhadores, além de despertá-los para o autocuidado no papel de cuidador. __ MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional de abordagem qualitativa e descritiva, com base na coleta de dados de 6 extensionistas e estudantes da área da saúde, que atuam em diferentes cenários de práticas do Palhasus. Os mesmos responderam à questões norteadoras relacionadas às vivências, facilidades e dificuldades que os palhaços cuidadores enfrentam em cada cenário de prática. RESULTADO E DISCUSSÕES: A partir das atuações, o palhaço cuidador muda totalmente a maçante estrutura hospitalar. Facilitando e suavizando os espaços, proporciona uma liberdade ao paciente para se expor e ajuda aos profissionais no desenvolver dos tratamentos e cuidados. Como por exemplo, auxiliar a aceitação da medicação por parte do paciente, sendo assim, um complemento para os profissionais. Como o palhaço consegue uma aceitação melhor tanto dos profissionais como dos pacientes faz com que ele tenha uma visão melhor das duas partes e muitas vezes consegue até mesmo enxerga o por que de algum problema ou até mesmo as facilidades de cada serviço podendo  levar experiências diferentes e inigualáveis para o futuro profissional que esse palhaço será.    __ CONCLUSÃO: De acordo com VASCONSELOS, 2009, a educação em saúde é o campo de prática e conhecimento do setor saúde que se tem ocupado mais diretamente com a criação de vínculos entre a ação médica e o fazer cotidiano e o pensar da população, sendo assim, o presente trabalho foi elaborado mediante a necessidade de análise acerca da importância da interação entre o palhaço cuidador e os profissionais que trabalham em cada campo de atuação e como isso pode auxiliar os trabalhadores.

Palavras-chave: Palhaço cuidador

¹Acadêmica de curso de enfermagem da UFPB, discente bolsista do PROEXT. brunavcorreia@gmail.com
² Acadêmica de curso de enfermagem da UFPB, discente bolsista do PROEXT. hednamaiara10@gmail.com
³ Professor orientador do Projeto PalhaSUS.



Área Temática: Saúde
A atuação do palhaço cuidador na comunidade escolar: possibilitando outras práticas de cuidado.

*Luciana Cabral Figueiredo.
1 Aldenildo Araújo de Moraes Fernandes Costeira,2 Hannah Shiva Ludgero Farias,3 José Erivonaldo Ferreira Paiva Júnior,4 Nicole Pereira de Lima Araújo,5 Wladimir Lenin da Nóbrega Cabral.

Introdução: A educação Popular em Saúde configura-se como forma de ampliar a participação da comunidade junto ao processo de cuidado, com o objetivo de torná-la agente ativa na construção de saberes e conhecimentos populares, proporcionando o desenvolvimento mútuo. De acordo com a Política Nacional de Educação Popular em Saúde, para que isso seja possível, neste processo devem ser seguidos cinco princípios básicos: amorosidade, problematização, construção compartilhada do conhecimento, emancipação e compromisso com a construção do Projeto Democrático Popular. Nesta direção, entende-se que possibilitar e ampliar o diálogo com a comunidade em seu processo de cuidado, discutindo os problemas surgidos – apesar das contradições – e unindo saberes e formas de pensar, permite a superação das formas de opressão e a valorização do ser humano em sua integralidade, possibilitando o empoderamento dos sujeitos e consequentemente a transformação de sua realidade social. Nesse sentido, o EDUPFONO – Educação Popular em Saúde Escolar: reorientando práticas de cuidado e promovendo o protagonismo cidadão em parceria com a comunidade, pretende possibilitar práticas na atenção ao cuidado e promover o protagonismo dos sujeitos inseridos em comunidades escolares. Aliando a estas pretensões a presença do palhaço cuidador nas ações realizadas nas escolas torna-se possível utilizar-se uma metodologia leve na realização e construção de caminhos para se criar novas práticas de saúde e educação; capaz de aproximar os discentes e docentes universitários da dinâmica da comunidade, da integralidade, da interdisciplinaridade na atenção, do diálogo horizontalizado entre os atores, do respeito ao saber popular, da troca de saberes e do compromisso social. Assim, a partir de suas atuações, o palhaço cuidador é capaz de transformar totalmente o contexto no qual se insere. Métodos: Este texto refere-se a um relato de experiência de uma ação realizada pelo projeto EDUPFONO em parceria com palhaços cuidadores em uma escola que atende crianças de uma comunidade em situação de vulnerabilidade social. Resultados e Discussão: Diariamente, pode-se observar o processo de adoecimento de professores e funcionários da escola que foi cenário deste trabalho. Tal processo, em grande parte pode ser considerado decorrente do estresse vivenciado cotidianamente por esses profissionais. Considerando este fato, se propôs a atuação do palhaço cuidador na instituição em questão, cujo foco de cuidado fossem tais sujeitos. Por meio desta atuação observou-se grande aceitação do palhaço cuidador na atenção à saúde dos trabalhadores da escola. A presença do palhaço cuidador facilitando e suavizando os espaços, foi capaz de proporcionar uma liberdade ao trabalhador para se expor e repensar sobre seu cotidiano.  Como resultado, relatos como a importância do trabalho em grupo e autocuidado foram recorrentes. Conclusão: A atuação do palhaço cuidador pode representar uma forte aliada no processo de atenção e cuidado em escolas. Tal atuação, baseada nos preceitos da Educação popular, possibilita além da redução da carga de estresse vivenciada diariamente, a ampliação do cuidado e a possibilidade transformação do espaço escolar. Por meio da aceitação apresentada nessa escola, ficou nítida a necessidade de implementar ações focadas no cuidado do trabalhador, minimizando os desgastes diários de suas profissões.

Palavras-chave: cuidado do trabalhador, educação popular em saúde, palhaço cuidador.

1 Docente do Centro de Ciências Médicas pela Universidade Federal da Paraíba, aldenildo@hotmail.com
2 Acadêmica de Fonoaudiologia, discente bolsista, hannahshiva@hotmail.com.
3 Acadêmico de Fisioterapia, discente bolsista, jniorpaiva@gmail.com.
4 Acadêmicos de Terapia Ocupacional, discente bolsista, nicole.p.lima@hotmail.com.
5 Acadêmicos de Terapia Ocupacional, discente bolsista, wladi_leni@live.com.
*Docente de Fonoaudiologia pela Universidade Federal da Paraíba, orientadora.


Área Temática: Saúde
Projeto de Extensão PalhaSUS: Ao longo dos quatro anos
1. Aldenildo Araujo de Moraes Costeira, 2.Camila Beatriz da Silva Machado,3.Camila Vitória da Silva, 4. Carina Cristina Melo Silva,5. Mariana Lopes Martins,6. Nara Júlia Lopes Santana

O PalhaSUS é um projeto de extensão popular, criado em 2010, com o intuito primordial de amenizar e prevenir as diversas situações de stress e os distúrbios sociais e psíquicos dos estudantes de medicina da Universidade Federal da Paraíba. Atualmente, tem base na Educação Popular em Saúde, e no uso da tecnologia leve para melhoria das relações humanas de cuidado no Sistema Único de Saúde. O trabalho tem por objetivo retratar a importância da prática da humanização para os serviços de saúde, tanto para o usuário, quanto para o profissional, além de ser usado como ferramenta para a formação dos estudantes universitários. O projeto também coloca um novo papel social desenvolvido na oficina do riso, o de Palhaço Cuidador. Ao se deparar com realidades de sofrimentos, o encontro daquele que está na função de cuidar com aquele que necessita do cuidado, proporciona o desenvolvimento de atitudes mais humanizadas, reconhecendo no cuidado ao outro a retribuição com gestos de alívio, que ameniza o sofrimento. Trata-se de um estudo de cunho qualitativo, desenvolvido a partir dos relatos de experiência e vivência do coordenador e fundador do projeto, e dos extensionistas envolvidos. A criação da prática de extensão foi pensada após primeira oficina do riso, que contou com vinte e quatro participantes, e após a realização do dia das crianças do Hospital Universitário Lauro Wanderley, formando assim a identidade inicial do projeto. Em 2011, foi realizada a segunda oficina do riso, sendo esta expandida para os alunos da área de saúde, não somente medicina. No ano de 2012 a expansão continuou, e obteve a participação dos cursos de psicopedagogia e serviço social. Por fim, a partir de 2013, todos os estudantes da Universidade Federal inseridos em seus diversos cursos, poderiam inscrever-se e participar do PalhaSUS. Os cenários de prática são o nosso foco principal de atuação e envolvem pessoas em situações de internação hospitalar e/ou de vulnerabilidade social. Os espaços aumentaram e tornaram-se diversificados ao longo do tempo, e hoje os extensionistas estão inseridos em cinco campos: Hospital Pe. Zé, Hospital Universitário Lauro Wanderley, Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, Hospital São Vicente de Paulo e o Lar de Longa Permanência Vila Vicentina. O total de participantes do projeto, atualmente, alcança aproximadamente um número de cinquenta estudantes, e as formas de seleção já foram variadas: demanda espontânea, entrevista, questionário e participação em seminários desenvolvidos pelo próprio projeto. O PalhaSUS é de extrema importância para o desenvolvimento da humanização no Sistema Único de Saúde, visto que, abre e expande os olhares para essa prática tão inovadora e que tem aberto espaços de atuação em várias experiências. Ao longo dos quatro anos de existência, pode-se ver a expansão do reconhecimento do projeto e a evolução que ele apresentou no âmbito da transmissão dos valores para a promoção do cuidado.
Palavras-chave: cuidado, humanização, palhaço cuidador




1. Medicina, professor orientador, aldenildo@hotmail.com.
2. Fisioterapia, discente colaborador, camilamachado60@gmail.com.
3. Serviço Social, discente bolsista, camilavitoriass@hotmail.com.
4.  Enfermagem, discente bolsista, carinacristinamelo@hotmail.com.
5.  Fonoaudiologia, discente colaborador, marianamartins25@hotmail.com.
6.  Enfermagem, discente colaborador, narajulia.santana@hotmail.com.